Roteiro 3 dias em Istambul, a antiga Constantinopla.

Istambul é a cidade, estrategicamente, mais bem localizada do mundo. Fica exatamente entre a Europa e a Ásia, onde os dois continentes são separados apenas pelo pequeno Estreito de Bósforo. A cidade é a guardiã do Mar Negro, pois para entrar ou sair desse mar é necessário passar pelo Estreito de Bósforo e, portanto pela porta de Istambul. É a maior cidade da Turquia e a segunda maior da Europa, porém não é a capital. Parte do seu território fica do outro lado do estreito e, portanto, na Ásia. É a única cidade do mundo localizada em dois continentes.

No passado Istambul foi chamada de Bizâncio, a capital do Império Bizantino, até o século IV dc. Mais tarde recebeu a denominação de Constantinopla, quando se tornou a capital do Império Romano do Oriente até 1493. Com a queda de Constantinopla em 1493, que foi conquistada pelos turcos e passou a se chamar Istambul a capital do Império Otomano. A cidade que foi um bastião do cristianismo, passou a ser um reduto muçulmano, mas nunca perdeu a áurea cosmopolita e plural. A maior parte da sua população é muçulmana, porém a presença histórica de cristãos e judeus deixou em Istambul marcas culturais profundas.

COMO CHEGAR A ISTAMBUL


Para chegar em Istambul, é possível pegar um voo direto partindo de São Paulo com a companhia Turkish Airlines ou então fazer conexão em alguma cidade européia com voos de outras companhias. Não é necessário visto para entrar no país, nem é solicitado o Certificado de Febre Amarela da Anvisa. Então, para visitar essa joia basta ter o passaporte em mãos

ONDE SE HOSPEDAR

A maior parte das atrações turísticas da cidade estão localizadas no centro histórico de Sultanahmet, local onde muitos turistas preferem ficar hospedados. Outra região bastante procurada é o distrito de Beyoglu, considerado um dos melhores exemplos da Istambul moderna.
A hospedagem em Istambul é muito barata, escolhi o bairro Sultanahmet para assim fica mais próxima às principais atrações, e acabei fazendo maioria delas a pé.

O QUE FAZER EM ISTAMBUL EM 3 DIAS

Dia 1

Reservei o primeiro dia para conhecer todas as atrações do bairro Sultanahmet. E, para quem se hospeda no bairro, provavelmente conseguirá faze tudo a pé, pois todas elas se concentram se concentram na Sultanahmet Square.

Sultanahmet Square e a vista para a Blue Mosque uma das principais atrações de Istambul

1- Praça do Hipódromo

Essa enorme praça antigamente abrigava o hipódromo da cidade, o antigo Hipódromo Bizantino de Constantinopla, uma espécie de estádio onde aconteciam inúmeros eventos, como por exemplo, corrida de charretes. Antigos monumentos permanecem no local, como o grandioso Obelisco Egípcio, a Coluna da Serpente e a Coluna de Constantino. Fica em frente à Mesquita Azul e ao Museu Hagia Sofia.


2 - Blue Mosque


A Mesquita Imperial do Sultão Ahmet (Sultan Ahmet Cami), que ficou conhecida como mesquita azul graças aos seus ornamentos azuis internos oriundos da cidade de Iznik. Construída entre 1606 e 1616, por ordem do Sultão Ahmet I, provocou muito falatório na época já que tinha 6 minaretes, a mesma quantidade existente na mesquita de Mecca. Por conta disso, esse mesmo imperador mandou constuir mais um minarete em Mecca, confirmando a superioridade da mesquita de lá, em termos de importância para os muçulmanos. Na mesquita azul, assim como nas outras espalhadas pela cidade, há um local para que os homens orem separados das mulheres. Não se pode entrar com sapatos, roupas curtas ou que marcam muito o corpo. Caso a mulher esteja usando uma calça apertada, eles dão uma espécie de saia azul para que possa cobrir o corpo.

Detalhes da visita:

Entrada grátis
Fechada 45 minutos antes do início de cada uma das 5 orações diárias e 30 minutos após o início das orações. A sexta-feiras, só abre após as 14:30





3 - Aya Sophia Museum - Hagia Sofia:

A Basílica de Hagia Sofia, ou Santa Sofia, cujo nome significa santa sabedoria em grego, foi construída sobre os escombros de duas antigas igrejas pelo Imperador Justiniano em 537. Já foi a igreja foi a maior do mundo até a construção da Igreja de São Pedro no Vaticano – cerca de 1000 anos depois. Foi convertida em mesquita pelos otomanos no século 15, quando instalaram os minaretes. Para que a estrutura não ruísse com os terremotos, a então mesquita passou por várias obras, o que modificou a sua fachada e arquitetura original.
Os mosaicos em estilo Bizantino que retratam Jesus Cristo, Maria e outros santos como São Jorge ainda convivem com os símbolos muçulmanos (caligrafia de nomes importantes para a religião), pois nunca foram destruídos. Desde 1935, foi convertido em museu e recebe milhares de visitantes por dia.

Detalhes da visita:

Horários de funcionamento: de abril a outubro 9:00 – 19:00 | de Maio a novembro 9:00 – 17:00 (A bilheteria fecha uma hora antes do museu)
Preço: 40 TL
Incluso no Istambul Pass






4 - A Basilica Cisterna (Yerebatan Sarayi)

O subsolo de Istambul é repleto de Cisternas subterrâneas usadas pelos romanos para estocar água e abastecer os palácios. A mais notável dessas cisternas se chama Yerebatan Sarayi ou Basílica da Cisterna e fica quase em frente a Aya Sophia. Sustentada por 336 lindas colunas, foi construída pelo Imperador Justiniano em 532 para atender à demanda do Palácio Topkapi.
Quando Constantinopla foi conquistada pelos Otomanos, as cisternas continuaram sendo utilizadas até o final da construção de um sistema de Aquedutos, que garantia água muito mais fresca que a água armazenada no subsolo. As Cisternas foram abandonadas e passaram anos esquecidas. Anos depois parte das Cisternas foi encontrada por arqueólogos, parte delas foi restaurada, parte foi aterrada e parte continua fechada esperando um dia receber os investimentos necessários e ser transformada em museu.

Detalhes da visita:

Horários de funcionamento: de abril a outubro 9:00 – 19:00 | de Maio a novembro 9:00 – 17:30 (A bilheteria fecha uma hora antes do museu)
Preço: 20 TL


5 - Topkapi Palace & Harem do Sultão

O Topkapi Palace foi a residência oficial dos sultões até 1853, a sede do governo Otomano e o centro cultura da cidade. Nos tempos de glória do império, o palácio chegou a ser habitado por mais de 5,000 pessoas (familia do sultão, funcionários do palácio e estudantes).
O palácio é um labirinto enorme de salas, quartos, museus e o imponente Harem (ingresso cobrado a parte) onde residiam as mulheres, filhas e concubinas do Sultão. Todos os funcionários que trabalhavam no harem eram eunucos

Detalhes da visita:

Horários de funcionamento: de abril a outubro 9:00 – 18:45 | de Maio a novembro 9:00 – 16:45 (A bilheteria fecha uma hora antes do museu)
Preço: Visita ao palácio 30TL | Harem e aposentos do sultão 15TL
Incluso no Istambul Pass


Dia 2

1 - Grand Bazar -

Dia de caminhar um pouquinho mais entre bazares e bairros mais afastados de Istambul. Começamos o dia com uma visita ao maior Bazar de Istambul, o nome já diz, Grand Bazar (praticamente um shopping center devido o tamanho e diversidade de lojas). Ali você encontrará um pouco de tudo: lembrancinhas, doces, presentes , lâmpadas coloridas, narguilês, travessas pitadas a mão e até joias. Um verdadeiro paraíso para quem curte fazer umas comprinhas. Lembre-se de pechinchar bastante. Ele está a cerca de 15 minutos de caminhada da Sultanahmet Square, e no caminho muitas lojas e um pouco da vida de Istambul.


2 - Bazar de Especiarias - Spice Bazar ou Egipty Bazar


Do Grand Bazar seguimos caminhando para o Bazar de Especiarias, eu havia lido que era bem mais barato que o Grand Bazar, não vi tanta diferença assim nos preços e também ele é bem menor, com menos variedades, mas vale muito a pena conhecer e comparar. Lá você encontrará lojinhas que vendem queijos, frutas secas coloridas, chás perfumados, especiarias diversas (lembrando que a Constantinopla era o ponto final da rota da especiarias) e até souvenirs tradicionais.


3 - Galata Tower

Do Bazar de Especiarias seguimos andando para o encantador Bairro de Gálata, para visitar a linda Torre de Gálata. Fazer tudo a pé foi bem cansativo, mas foi muito bom para conhecer melhor cada cantinho da cidade e um pouco da vida local. Para chegar à torre, é preciso cruzar a Ponte Gálata, e apesar do cheiro de peixe, fazer essa travessia a pé te dará a chance de conhecer uma faceta mais simples e muito trabalhadora de Istambul, e ter vistas bem lindas da baía.

A Torre Galata, é uma das torres mais lindas e antigas de Istambul, ela fica no alto de uma colina e a 140 de altura do nível do mar. E para chegar lá no alto, você terá que encarar uma bela subida em rua de paralelepípedo. A torre foi construída para defesa da cidade, mas em pouco tempo acabou sendo usada como observatório astronômico. O observatório foi fechado em 1579 e a torre foi, então, usada como morada de prisioneiros de guerra cristãos capturados e usados como escravos.

Lá do alto da torre você verá as ruas apertadas de Taksim, a baía de Istambul com suas mesquitas pontiagudas, e o telhado peculiar do Topkapi Palace. A vista é realmente espetacular. A estrutura de pedra e madeira, é linda e imponente e as vistas valem a fila e o investimento.


Detalhes da visita:

Horários de funcionamento: de abril a outubro 9:00 – 20:00
Preço: 25 TL

Dia 3 Bósforo

Istambul é a única cidade no mundo que pertence a dois continentes. E o que liga esses dois continentes é o chamado Estreito de Bósforo, que é um estreito que liga o mar Negro ao mar de Mármara e marca o limite dos continentes asiático e europeu na Turquia.
Bem ali ao lado, às margens do Bósforo, canal que liga os mares Negro e o de Mármara, Ortaköy é um lugar que parece ter saído dos filmes, lotado de gente durante as tardes quentes. As ruelas decoradas são cheias de bares, restaurantes, cafés e sorveterias. Sentar-se em um desses estabelecimentos à beira-mar, sob a ponte símbolo da cidade é de tirar o fôlego.

E cruzando a incrível ponte de Bósforo, uma das maravilhas da engenharia, você chega ao lado asiático de istambul. Mas para quem não quer cruzar a ponte, uma visita ao bairro já é uma delícia e vale muito a pena.


Há muitas outras coisas para se fazer em Istambul, é uma cidade enorme e com um vasto valor cultural. Há apresentações folclóricas de danças típicas, restaurantes diversos, palácios, parques. Três dias foram suficientes para conhecer os principais pontos, mas com certeza passaria tempo nesse encanto de cidade e um dia voltarei à Turquia para conhecer outros lugares além de Istambul e Capadócia.

3 dias em Goreme, Capadócia.

Quem pretende viajar pela Turquia não pode deixar de incluir a Capadócia em seu roteiro. Estar ali é como viajar no tempo, é se imaginar fora do planeta terra. Localizada na região da Anatólia Central, na parte central da Turquia, é um lugar que mistura paisagens incríveis, cultura e história. E claro, não podendo deixar de lado o voo de balão, que é o ponto alto da viagem, mas a região possui muitas outras atrações interessantes para conhecer.

COMO CHEGAR À CAPADÓCIA.

A melhor forma é, com certeza, de avião. Você pode chegar pelas cidades de Nevsehir ou Kayseri, num voo de apenas 1:30h desde Istambul.eri.
Eu escolhi ir e voltar de ônibus, pela empresa Metro, e não foi uma viagem muito confortável nem pra mim que estou acostumada com horas de ônibus. Talvez porque eu já estivesse nos últimos dias de uma viagem de 20 dias, o cansaço bateu e o desconforto pesou um pouco. Mas, como sempre procuro a forma mais barata de viajar, encarei um ônibus noturno de 10h desde Istambul. A parte boa, é que dá para economizar na diária e dormir no ônibus.
Geralmente compro as passagens pela internet ainda no Brasil, mas desta vez precisei da ajuda do pessoal do hotel em Istambul para comprar a passagem, pois os sites que vendem são todos em turco, e não dá pra entender nada. A passagem custou 90 liras turcas cada trecho.


ONDE SE HOSPEDAR NA CAPADÓCIA

Primeiro é preciso saber que a Capadócia não é uma cidade, mas sim uma região bem grande formada por várias cidades e pequenos vilarejos. Um dos principais lugares da região é Goreme, onde se tem muita coisa para se visitar e é de onde saem os passeios de balão.
Um dos diferenciais para se hospedar ao estar na Capadócia é, sem dúvidas, escolher um dos diversos hotéis cavernas (Cave Hotels) e já entrar no clima do lugar. Eu escolhi através do www.booking.com o "sultan Caves", e foi um dos melhores hotéis que já fiquei. Muito barato, com uma vista incrível, café da manhã turco caprichadíssimo, pessoal agradável, e muito próximo ao centro.

Vista do Hotel, e daí dá para ver o voo dos balões, mas infelizmente nesse dia não houve o voo devido ao clima.

Nascer do dia, vista do hotel.

Meu quarto no Sultan Caves.

O QUE FAZER NA CAPADÓCIA

DIA 1
. MUSEU A CÉU ABERTO DE GOREME - Göreme Open Air Museum

Chegamos em Goreme, ainda pela manhã, fomos direto para o hotel fazer checkin e a primeira visita foi ao Museu a Céu aberto que fica a pouco mais de 1km do centro. Se você estiver disposto dá para ir caminhando cerca de 15 min, ou se estiver bem cansado, como eu, pode pegar um táxi. No nosso caso o pessoa do hotel, sempre muito prestativos, nos levou.

O Museu a Céu Aberto de Göreme abriga hoje diversas igrejas escavadas na rocha em uma arquitetura singular, com afrescos religiosos que ainda mantêm um pouco das cores originais. Desde 1984 faz parte do Patrimônio Histórico da UNESCO. A maioria de suas igrejas são dos séculos X, XI e XII.

Não é possível fotografar no interior das igrejas, por questão de preservação. Mas cada afresco conta um pouco da história cristã na época bizantina. É possível encontrar imagens de São Jorge, assim como de Jesus e Maria. Para quem não sabe, São Jorge, o santo guerreiro, nasceu na região da Capadócia entre os anos 275 e 280.

O ingresso custa - 40 liras turcas -e dá direito a caminhar livremente entre as rochas esculpidas e entrada em todas as igrejas, exceto na Igreja Escura que custa mais - 15 liras. Essa última tem um formato de cruz, com uma cúpula no meio e tem esse nome devido à pequena entrada de luz, que faz com que ela permaneça sempre sombria, o que pode explicar o motivo de os afrescos ali serem os de cores mais vivas. Acredita-se que essa igreja seja datada do século XII ou XIII.




Dia 2 - CIDADE SUBTERRÂNEA DE DERINKUYU

A superfície Capadócia, na Turquia, é de uma beleza única, mas seu subsolo também guarda grandes surpresas. São mais de 100 cidades subterrâneas, das quais apenas 37 já foram abertas. Elas surgiram entre os Séculos VI e VII, quando exércitos persas e árabes invadiram a região e os cristãos bizantinos que viviam no local se viram obrigados a fugir através de túneis secretos.

Essas cidades subterrâneas, declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985, nunca foram usadas como moradias permanentes, eram habitadas por algum tempo quando os cristãos precisavam se esconder da perseguição religiosa. Períodos esses que chegavam a quatro meses debaixo da terra. As mais conhecidas são Derinkuyu, a mais profunda, e Kaymaklı, a maior delas.

Visitei a cidade subterrânea de Derinkuyu, onde viveram cerca de 10 mil pessoas ao mesmo tempo. Ela tem 85 metros de profundidade, mais de 600 portas que ligam as casas aos pátios, e era formada por cavernas, estábulos, armazéns, refeitórios, igrejas, escolas, quartos e adegas.

Contratamos o tour no hotel, o Green Tour, e depois da cidades subterrânea visitamos outros lugares e no final do passeio o Vale dos Pombos. Não gostei de fazer o tour completo, meu foco era mesmo a cidade subterrânea, caminhamos muito sob um sol quente, e não faria de novo, apenas contrataria o tour para a cidade. O Green tour custou 140 liras.



Vale dos Pombos

Dia 3 VOO DE BALÃO

Havia reservado o voo de balão para o segundo dia, mas devido as condições climáticas, foi remarcado para o 3º. Por isso é importante ter mais de um dia na região, para não arriscar e garantir o passeio que com certeza nos faz visitar a Capadócia. Conto tudo sobre minha experiência de voar de balão na Capadócia no próximo post.


Como o voo acontece muito cedo, às 7h já estávamos de volta no hotel, tomamos o café da manhã, descansamos e saímos para passear pelo centrinho da cidade e comprar algumas lembrancinhas. No final do dia teríamos o ônibus noturno de volta para Istambul.

Voar de balão na Capadócia, um sonho de Conto de Fadas.


Ir à Capadócia e não voar de balão é o mesmo de não ter ido. Não que a cidade não seja fantástica e não ofereça outras incríveis possibilidades. Na verdade só em estar lá, em meio aquelas formações rochosas e hospedar-se em hotel caverna, já é "diferentão", mas realmente para ver e sentir a magnitude daquele lugar, só mesmo estando lá no alto.

O voo de balão não é de fato um passeio barato, os valores variam de acordo com a empresa que você escolhe e a duração do passeio, mas certamente você não encontrará nada abaixo de 140,00 euros. Eu escolhi a KAPADOKYA BALLOONS (wwww.kapadokyaballoons.com) para fazer o voo, uma das pioneiras na Capadócia, e foi tudo simplesmente incrível. Provavelmente haverá empresas que façam mais barato, mas acredito que para a realização de algo tão único, valha a pena investir um pouquinho mais para que tudo saia perfeito.

Reservei meu voo ainda no Brasil, enviei um e-mail contactando a empresa (fly@kapadokyaballoons), mas só efetuei o pagamento no momento do voo. Caso não se sinta seguro para fazer a reserva sozinho, pode pedir para seu hotel fazê-la, mas é interessante sair do Brasil com o voo agendado, principalmente quem viaja na alta estação, e assim não correr o risco e não ter mais disponibilidade voo.

A Kapdokya Ballons oferece dois tipos de passeios.

- DELUX PROGRAM, que inclui: Transfer do Hotel para o local, café da manhã, champangne após o voo e um certificado, 1:30h de voo, e uma cesta com no máximo 16 pessoas. O valor: 250 euros

- STANDARD PROGRAM (que foi o que escolhi e fiquei super satisfeita), inclui: Transfer do hotel para o local, café da manhã, champangne após o voo e um certificado, 1h de voo e na cesta de 16 a 20 pessoas. O valor: 175 euros (Tive uma super sorte, mês de aniversário da empresa e consegui um desconto, o voo ficou por 125 euros.

Para o voo acontecer, é necessário que o clima esteja ideal, sem muito vento, por isso é interessante que se tenha mais de um dia na Capadócia, e tentar fazer o voo logo no primeiro dia, pois se não conseguir, você terá um segundo dia para tentar. E foi o que aconteceu comigo. Fomos até o local, começaram a inflar os balões e quando fizeram o teste da velocidade do vento lá em cima, a pior notícia, os voos naquele dia seriam cancelados. Quase morro do coração, o medo de no dia seguinte não conseguir novamente, mas graças a Deus deu tudo certo e conseguimos fazer o voo no dia seguinte.

COMO É O VOO DE BALÃO:


O horário varia de acordo com a época do ano, de acordo com a hora que o dia amanhece, pois o mais lindo é estar lá em cima junto com o nascer do sol e o clima é mais favorável. Como estive na Capadócia no verão e o dia amanhece mais cedo, a empresa nos buscou no hotel, pontualmente, às 3:30 da manhã. Nos levaram para o escritório da empresa com muitos outros turistas, lá fizemos o pagamento (à vista ou cartão) e tomamos café da manhã. Em seguida eles entregam um certificado de segurança com o nome do "piloto" do balão, seguimos para a van que nos leva par o local do voo. No primeiro dia que fomos, acompanhamos até o balão enchendo, mas no segundo dia quando chegamos os balões já estavam praticamente cheios (acho que não quiseram perder tempo e arriscar a mudança do clima). E daí por diante é só curtir e se entregar a esse momento mágico e único. O voo em nenhum momento dá medo, pelo contrário, é tão suave que nem percebi quando o balão começou a subir.

Primeira tentativa, dia 1, os balões começando a ser inflados. Já dá uma ansiedade.

Segunda tentativa, e essa belezura de se ver.

E lá do alto esse presente de Deus.






E após o voo, como tradição no balonismo, um brinde com champagne pelo sucesso.

Terminado o voo eles nos levam de volta para o hotel. Chegamos por volta das 7h da manhã, lembrando que os horários podem variar de acordo com a época do ano. Foi simplesmente incrível, uma das melhores sensações da vida. Valeu a pena cada centavo, cada espera, acordar as 2h da manhã dois dias seguidos.

Ficou com vontade?! Vale super a pena!

Muralha da China: Como visitá-la em uma conexão em Pequim.


A Muralha da China, ou, a Grande Muralha, foi construída durante a época Imperial da História da China com objetivo de proteger a China contra a invasão dos povos do Norte. A construção começou por volta do ano 220 a.C, terminando apenas no século XV, durante a Dinastia Ming. A construção envolveu centenas de milhares de trabalhadores, soldados e camponeses e aproveitou outras muralhas antigas e estruturas militares (torres). Hoje ela possui 7 mil quilômetros de extensão, e é a única construção possível de ser visualizada da Lua.

VISTO TRANSITÓRIO DE 72 HORAS PARA A CHINA

A China é um país muito burocrático, e para visitá-lo é necessário solicitar o visto ainda no Brasil. O consulado da china fica no Rio e outro em São Paulo, e o processo pode ser realizado por um despachante. Mas, para a alegria de quem não pretende passar mais que 3 dias no país, é possível visitar Pequim apenas com um visto transitório de 72h. E foi isso o que aconteceu comigo, em uma conexão de 20h em Pequim, foi possível conhecer mais uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Para obter o visto transitório é muito simples, ainda no avião você precisa preencher um cartão de embarque e desembarque, com dados pessoais, sobre o passaporte e a estadia na cidade (ou conexão). O único dado que, obviamente, ficará em branco é sobre o visto. O cartão deve ser entregue para o oficial da imigração. E assim que desembarcar, quando você se direciona para a imigração, vai ver logo um guichê só para o visto transitório. Basta apresentar a documentação e levar um carimbo chinês no passaporte.

Existem algumas regras simples para conseguir o visto transitório.

* Sua estadia em Pequim realmente deve ser de apenas 72 horas, contadas a partir do desembarque em solo chinês (com risco de prisão e multa alta se ultrapassar o prazo);
* O visto vale apenas para as cidades de Pequim e Xangai e você deve deixar a cidade pelo mesmo aeroporto onde desembarcou;
* Não é permitido deixar os limites da cidade;
* Para caracterizar o visto de trânsito, você deve deixar a China em direção a um terceiro país, diferente do de origem;
* Deve apresentar a passagem já comprada para outro país, com data e assento já confirmados.

COMO VISITAR A MURALHA DA CHINA

Os pontos mais famosos da Grande Muralha são em Badaling, Jiankou, Mutianyu, Jinshanling e Simatai. Partindo de Pequim, os pontos mais visitados são Badaling e Mutianyu. Enquanto Badaling é mais próximo, a 75km de Pequim o que torna bem mais turístico e lotado, Mutianyu é uma opção menos "turistona" e consequentemente menos visitado, mas considerado um dos pontos mais bonitos. Então, como eu queria evitar as multidões e teria tempo o suficiente de conexão, decidi conhecer a parte de Mutianyu.

É possível chegar até ela de ônibus e metrô, mas achamos mais prático devido as barreiras da língua e o tempo para conhecer outros lugares contratar o serviço de um guia.

Encontrei o Machael Dong pela internet, e entrei em contato com ele ainda no Brasil, eles nos buscou no aeroporto e nos levou até a muralha e depois a outros lugares de Pequim (centro e cidade proibida), e nos deixou de volta ao aeroporto para pegar o voo de conexão. O contato do Michel é +86 0 13671038062 e seu e-mail: china_cits@hotmail.com. Pagamos 1200 CNY no total (em torno de 600 reais), para ele passar o dia inteiro conosco. Como estávamos em 4 pessoas, ficou um bom valor.

Nosso guia, Michael Dong.


Para subir e começar a explorar a muralha o acesso é feito por um teleférico e depois é só caminhar e explorar ao máximo suas escadarias e torres.







Descida pelo tobogã, super tranquilo, a gen te é que controla a velocidade.


Valores para visitar a Muralha:
- Entrada: 45 CNY (22 reais)
- Teleférico: 15 CNY (8 reais))
- Descida pelo tobogã: 100 CNY (50 reais)

Para quem escolhe visitar a Muralha, na região de Badaling há algumas opções:

– táxi, que se for bem negociado, pode não sair muito caro;
– ônibus: você vai de metrô (linha 2) até a estação JiShui Tan e depois pegar ônibus 919, que te deixará lá;
– trem: você deve pegá-lo na estação Pequim Norte, Lá, apenas no andar térreo há guichês que vendem bilhetes para Badaling. Chegando em Badaling, você precisará caminhar uns 10 minutos a pé até o bondinho que leva ao alto da Muralha;
– ou, as dezenas de excursões que são vendidas para lá diariamente.

Eu não me arrependo de ter escolhido visitar a Muralha na região de Mutyanu, é um pouco mais distante, mas vale muito mais a pena, pois é uma parte mais genuína da muralha e sem lotação de turistas. Badaling, além de lotada, ela é meio fake, pois foi toda reformada para turista, tirando um pouco a naturalidade do local.

Bangkok, o que fazer em 4 dias.

Um bate e volta em Ayutthaya, a antiga capital do Reino de Cião.

Chiang Rai e seu incrível Templo Branco.

Chiang Rai é uma cidade localizada ao norte da Tailândia. Na verdade, embora não seja tão famosa quanto a vizinha Chiang Mai, Chiang Rai tem atraído cada vez mais turistas. E o motivo principal é conhecer o famoso Wat Rong Khun ou o Templo Branco, como é mais conhecido.

A cidade foi fundada em 1262 pelo Rei Mangrai, tornando-se a capital da então Dinastia. Posteriormente, Chiang Rai foi conquistada por Myanmar, que governou Chiang Rai por centenas de anos. Só depois em 1786, tornou-se subordinada à Chiang Mai. E finalmente, em 1933, foi proclamada uma província da Tailândia.

COMO CHEGAR EM CHIANG RAI

Muitas pessoas optam por fazer um bate-volta saindo de Chiang Mai, que fica cerca de 3h de ônibus. Há passeios turísticos que duram o dia inteiro desde Chiang Mai, e que além de visitar o "Templo Branco", vai até tríplice fronteira que liga os três países: Tailândia, Myamar e Laos.

Eu, depois de muito pesquisar, optei por não fazer o "bate-volta" pois li que era muito cansativo e pouco interessante, então ao invés de comprar o voo saindo de Bangkok para Chiang Mai, peguei um voo direto para Chiang Rai, pernoitei na cidade e no dia seguinte, logo cedo, conheci famoso Wat Rong Khun(Templo Branco) e à tarde peguei um ônibus direto para Chiang Mai.

SOBRE O WAT RONG KHUN (Templo Branco)

O Wat Rong Khun mais conhecido como Templo Branco é um dos principais templos da Tailândia. Ao contrário da maioria dos templos turísticos do país, que são históricos e antigos, o Templo Branco é uma construção moderna e começou a ser erguido em 1998 e só será concluído em 2070.. Ele foi projetado por um artista local, Chalermchai Kositpipat, para ser tum templo tanto budista quanto hinduísta.

O exterior do templo é pintado de branco e cravejado de pedaços minúsculos de vidro. O gesso branco simboliza a pureza do Buda, enquanto os pedaços de vidro representam sua sabedoria. Ainda na parte externa, podemos ver duas esculturas representando o “portão do paraíso”: são estátuas com uma expressão bem forte e realística. Há uma ponte que liga a área externa ao templo, e ao atravessarmos essa ponte vemos crânios, mãos e figuras de demônios. Tudo isso representa a transição do inferno (o início da ponte) até o Nirvana (no caso, o templo), a partir da existência terrena (a ponte).

COMO VISITAR O TEMPLO BRANCO

O Templo está aberto das 6h às 17h, e a entrada custa 50 baths (5 reais)
O Templo Branco não fica dentro da cidade de Chiang Rai, fica a meia hora do centro da cidade. E ali mesmo, no centro, há o transporte local pode ser combinado o valor para o motorista levar e esperar. Ele fez a 300 baths (30 reais) 4 pessoas.