Como chegar à Machu Picchu, a incrível cidade "perdida" dos Incas.
Machu Picchu
Machu Picchu, que em quinchua significa "velha montanha", está localizada no topo de uma montanha, à 2.400m de altitude. Foi construída no século XV, e é provavelmente o símbolo mais típico do império Inca. É conhecida como a cidade "perdida", pois desde a queda do império Inca esteve "abandonada" durante anos e jamais voltou a ser ocupada.
Sua história para o mundo moderno tem início no século XIX por Agustín Lizárraga, morador de Cusco, mas sua "descoberta" oficial viria somente alguns anos mais tarde, sob o comando do norte americano Hiram Bingham, historiador americano, em uma de suas expedições, no ano de 1911,
COMO CHEGAR À MACHU PICCHU
A porta de entrada para Machu Picchu é a cidade de Cusco, uma das principais cidades do Peru e com várias opções de hospedagem e vida noturna.
Há basicamente três maneiras de se chegar à Machu Picchu. Cada uma delas com infinitas variações. Uma é mais prática, outra mais barata, e outra com certeza mais marcante.
TREM
Estação de trem de Ollantaytambo
Se você tem poucos dias e quer visitar Machu Picchu da maneira mais prática, mesmo que não seja a mais barata, a melhor opção é ir e voltar de trem. Essa é a opção que a maioria das pessoas que visita Machu Picchu diariamente escolhem. É a maneira mais rápida e fácil se chegar à cidade. O trem sai de duas estações diferentes. A estação de Poroy, que fica à 25min de Cusco, e leva cerca de 3h para chegar à Águas Calientes, município onde está localizada Machu Picchu. E a outra estação fica na cidade de Ollantaytambo, à 2h de cusco, e saindo de lá, o trem leva cerca de 1h30m até Águas Calientes.
Muitas pessoas optam por pernoitar em Águas Calientes, já aproveitando um dos passeios ao vale sagrado de Ollantaytambo, e de lá, no final do passeio, ao invés de voltar para Cusco já pegam o trem até a cidade, pernoitam e no outro dia cedinho pegam o primeiro ônibus até Machu Picchu, ou ainda, fazem a trilha de 1h30 para subir até lá.
Há também a opção de fechar um "bate-volta" com as empresas na cidade, nesse caso elas pegam às 3h da manhã no hotel em Cusco e levam até Ollantaytambo para pegar o trem. E no final do dia ao voltar para a estação de Ollanto, como é conhecida, e uma van te espera para levar de volta à Cusco.
Já fui duas vezes a Machu Picchu, em uma delas fiz o bate-volta desde Cusco e na segunda pernoitei em Águas Calientes para fazer a trilha.
Você pode comprar os trens ainda aqui no Brasil pelo site oficial da Peru Rail, empresa mais antiga e um pouco mais cara, (www.perurail.com), ou se quiser uma opção um pouco mais barata, pela empresa Inca Rail (www.incarail.com). Os valores podem variar de acordo com o horário do trem e o tipo de vagão. Ou então fechar o passeio completo com uma das várias empresas de turismo localizadas em Cusco. Escolha bem os horários de trem para aproveitar o dia.
ÔNIBUS + CAMINHADA (HIDRO ELÉTRICA)
Caminho até Machu Picchu
Para quem está com o orçamento contado, e talvez tenha o roteiro um pouco flexível, pode achar bacana ir de ônibus até um ponto onde já não há mais estradas e caminhar até a vila de Águas Calientes.
Esta é a opção mais barata, mas não é a mais fácil. Para ir de ônibus você pode comprar o pacote numa das agências em Cusco. Você pode comprar só as passagens de ônibus, ou o pacote incluindo a hospedagem e as entradas.
Você pega um ônibus em Cusco até um ponto da linha de trem chamado Hidroelétrica. Dali para frente não há estradas para chegar a Aguas Calientes. Você tem que fazer uma caminhada de 3 horas até o povoado. Dizem que a caminhada é super bonita e que vale a pena. É uma opção mais curta para os que querem caminhar mas não querem fazer a trilha inca. Você dorme no povoado e vai para Machu Picchu no dia seguinte.
Se quiser economizar ainda mais, pode subir do povoado de Aguas Calientes para a entrada do parque caminhando. É uma subida ingreme e bem puxada de 8 km. Lembre-se que você ainda vai ter que caminhar e subir muito durante a sua visita a Machu Picchu.
O ponto negativo desta opção, é que na volta você tem que estar na Hidroelétrica para pegar o ônibus às 15h. Ou seja, se a caminhada é de 3h, você tem que sair de Machu Picchu no máximo ao meio dia. Então a sua visita ao parque terá sido muito curta.
Se não quiser ficar tão pouco tempo no parque, combine com a agência que providencia o ônibus de voltar no outro dia. Assim você fica dois dia no povoado de Machu Picchu, tem um dia inteiro para visitar as ruínas, e no dia seguinte até às 15h pode aproveitar Aguas Calientes e fazer outras trilhas menores na região.
TRILHA INCA
Parte da trilha Inca
Se você tem tempo, quer uma experiência que mude a sua vida, mergulhar na história, ter momentos para refletir e se colocar em situações extremas, fazer uma das trilhas é a melhor opção para você.
A Trilha Inca é o trekking mais famoso da América do Sul e é classificado por muitos como uma das 5 melhores trilhas do mundo.É um trecho de uma antiga estrada inca pavimentada com pedras que atravessam as montanhas acima do rio Urubamba e chega até a cidade de Machupicchu.
São duas opções de trilha, a tradicional que é realizada em 4 dias, e custa cerca de 480 dólares, com guias especializados e tudo incluído, desde a alimentação e as barracas de Camping, e uma mais curta, com duração de dois dias, para quem tem menos tempo, mas mesmo assim que sentir a emoção de mergulhar um pouco mais na história inca.
Não é preciso ser um montanhista experiente para fazer a trilha, mas isso não significa que seja um baixo nível de dificuldade, principalmente por causa da altitude. Então é bom estar preparado e tomar muito chá de Colca ou as famosas "pastilhas de sorochi" o mal da altitude. Se você pretende viajar na alta temporada, entre Junho e Agosto, é importante reservar meses antes a trilha, pois as vagas são limitadas e chegam a esgotar.
*informações em ago/2016
* mais informações no site (www.perutrilhainca.com)
Seja qual for a maneira que você escolher para chegar até Machu Picchu, a experiência com certeza será fantástica. Patrimônio Histórico da Humanidade e Uma das novas sete maravilhas do mundo moderno, a cidade perdida dos incas, tem uma energia peculiar e com certeza é um dos pontos mais importantes e misteriosos da história da humanidade.
COMO É O TOUR EM MACHU PICCHU.
Caso não tenha contratado uma empresa com guia para ir à Machu Picchu, assim que você chega na entrada do Sítio algumas pessoas oferecem o tour guiado. Pode ser uma boa opção, pois é interessante além de estar ali, conhecer e entender a história do lugar. A trilha guiada dura 2h e depois você fica "livre" para caminhar pelas ruínas, tirar fotos, e fazer algumas outras trilhas que tem no Vale Sagrado. Como subir a Huayana Picchu (Para isso você tem que comprar, junto ao ticket de entrada, com antecedência, pois apenas são permitidas 400 pessoas por dia para subir à montanha). Outra opção de trilha é o Caminho do Sol, o ponto mais alto de Machu Picchu e uma bela vista de todo o Vale. Tudo isso vai depender do horário do seu trem de volta para Cusco.
Companheira de aventuras
Machu Picchu
Machu Picchu
Machu Picchu
Machu Picchu
Macchu Pichhu
Machu Picchu
llama
Copacabana e seu lago Titicaca
Copacabana e seu lago Titicaca.
Copacabana é a principal cidade do entorno do Lago Titicaca na Bolívia, de onde saem os barcos que fazem a visita à Ilha do Sol, a ilha sagrada dos Incas. É o primeiro destino boliviano para quem cruza a fronteira do Peru para a Bolívia por via terrestre.
O Lago Titicaca, considerado a praia da Bolívia, e mais parece um mar mesmo, sua imensidão, sua cor. É o lago navegável mais alto do mundo, tem 8.300km2 e está a 3.821m acima do nível do mar. O lago fica na fronteira da Bolívia com o Peru, e pertence aos dois países. Do lado boliviano a mais conhecida é Copacabana e sua "Isla del Sol", e no lado peruano, Puno e as "Islas Taquile e Los Uros". O Titicaca é de grande importância para o povo dos dois países, pois foi de suas águas que nasceu a civilização inca.
COMO CHEGAR À COPACABANA.
Há ônibus saindo de La Paz, Puno e Cusco a todo momento para Copacabana. Chegamos em Copacabana a partir de Cusco, Peru. Pegamos mais uma vez um ônibus noturno para economizar na hospedagem e não perder o dia dentro de um ônibus. Saímos às 10h da noite com a empresa "San Salvador" por 60 soles (+- 60 reais), semi-leito. Paramos em Puno às 5:30 da manhã e precisamos descer do ônibus e esperar até as 7:30 para embarcar novamente, cruzar a fronteira Peru/Bolívia e chegar a Copacabana. Para cruzar a fronteira é simples e ainda no ônibus eles entregam os formulários de migração. Para quem vai entrar na Bolívia tem pagar uma taxa simbólica de 2 bolivianos.
Chegando em Copacabana, o ônibus nos deixou na empresa e de lá pegamos um táxi até a "Hospedaje Gaby", bem no centro da cidade perto da catedral Nossa Senhora de Copacabana. E, como a cidade é muito pequena, dá pra fazer tudo à pé.
O QUE FAZER EM COPACABANA?
Basílica Nossa Senhora de Copacabana.
A Basílica de Nossa Senhora de Copacabana é onde se encontra a imagem de Nossa Senhora de Copacabana, a padroeira do país. A igreja foi construída em 1550 com estilo renascentista e reconstruída em 1610 e 1650.
Basílica Nossa Senhora de Copacabana.
Pôr do Sol do Titicaca
Escolher um dos diversos barzinhos e restaurantes às margens do Lago Titicaca e apreciar um belo pôr-do Sol. De preferência tomando uma cerveja local e comendo a especialidade de Copacabana, diretamente do lago Titicaca, a deliciosa Trucha.
Restaurante Manchester (Muito bom)
Pôr-do-Sol fantástico.
ISLA DEL SOL - A maior ilha do Lago Titicaca
Há dois horários de barcos que fazem o trajeto para a "Isla del Sol": Às 8:30 e 13:00. É preciso definir se você quer fazer o tour de um dia inteiro ou de meio dia. Em ambos você paga o valor de 20 bolivianos ida e mais 20 bolivianos a volta. As empresas de turismo na rua principal oferecem ida e volta a 30 bolivianos. Os barcos para o trajeto do dia inteiro saem às 8:30 da manhã do pier (é preciso chegar um pouco antes).
No Trajeto do dia inteiro, os barcos saem em direção ao lado Norte da ilha e você tem a opção de fazer o trekking de duas horas até o lado sul da ilha, ou pegar novamente o barco, estando no lado norte, e ir até o lado sul. Retornando de lá até Copacabana às 16h.
No trajeto de meio dia, os barcos vão apenas até o lado sul da ilha e é bem mais rápido, já que o lado Sul fica mais perto de Copacabana e tem menos coisas para se ver.
Muitos turistas preferem pernoitar na ilha, e conhecê-la um pouco melhor. Na parte de cima da ilha Norte há templos e ruínas e paga-se uma taxa de 15 bolivianos para entrar na ilha e conhecer os templos. No lado sul da ilha encontra-se a famosa fonte da juventude, e é um dos atrativos turísticos dela.
Fizemos apenas o lado Sul da ilha por falta de organização das empresas, mas foi o suficiente para mergulhar na atmosfera do lugar e conhecer um pouquinho mais da história do Lago Titicaca.
Barco que faz o trajeto até as ilhas. 40 bolivianos ou 30 bolivianos ida e volta.
Lago Titicaca
60 metros de escadaria até a parte de cima da ilha.
Parte de cima da ilha, lado Sul.
"Fuente de las tres águas, de la juventud o de la vida.
A subida cansativa a 4000m de altitude, e a vista que compensa.
Templos incas na parte de cima da ilha.
Os locais são a maior atração de Copacabana. O povo é muito tradicional e levam sua vida de certa forma até ignorando a grande quantidade de turistas que está por lá. Esse jeito de ser do povo de Copacabana permite ao visitante uma oportunidade muito legal de ter um pouco de contato com a tradição do povo boliviano. Vale muito a pena conhecer e imergir nessa cultura preservada, desse povo simples e trabalhador.
La Paz, a capital mais alta do mundo.
Depois de 17 dias viajando, chegamos ao nosso último destino, a capital mais alta do mundo, Nuestra Señora de La Paz, mais conhecida como La Paz. A cidade está situada a 3.660m de altitude, possui cerca de 2.100.000 habitantes e mantém até hoje sua cultura indígena que encanta a todos por suas lindíssimas cores.
Embora Sucre, seja legalmente a Capital do País, La Paz é sede do Governo da Bolívia desde 1898, sendo assim é considerada a capital administrativa. Está localizada entre um gigantesco vale e é rodeada por montanhas, ainda pertence a Cordilheira dos Andes.
Passamos 3 dias nessa distinta cidade e não faltam coisas para fazer na capital boliviana. Para fazer os passeios mais distantes e mais, digamos, aventureiros, precisaríamos de mais dias, mas como já estávamos mega cansadas, e a grana já estava acabando, optamos por city tours independentes e próximos à cidade.
Chegamos à La Paz, vindo de Copacabana, pegamos um ônibus meio "tosco" de 4h de viagem e que custou 40 bolivianos (+- 20,00 reais). O ônibus saiu de Copacabana às 18:30, o outro horário disponível era as 13:00h. E o trajeto que seria o mais rápido de toda a viagem , acabou sendo o mais estressante. Pouco depois de sair de Copacabana, o motorista (nada delicado), para o ônibus e grita: "Desçam, vamos cruzar o lago de balsa". OI? Como assim, produção? Acordadas no susto e sem entender nada pensamos coletivamente: Para onde esse ônibus tá indo? Pegamos o ônibus certo? Lago? Oi? (kkkk). Todo mundo do ônibus ficou meio sem entender. Mas enfim, descemos e cruzamos o Lago em uma balsa, e o ônibus em outra. A travessia nos custou 2,00 bolivianos e o susto de estar numa cidade mega estranha, numa noite fria e procurando aquele ônibus que estaria com nossa bagagem, não teve preço.
Chegando em La Paz, e ainda no terminal pegamos um taxi, que nos custou 30,00 bolivianos, o taxi mais caro da viagem. E o motorista ainda falou que o Hostel era longe. Mentira, no outro dia fomos andando até lá comprar uma outra passagem até Santa Cruz de La Sierra e era tranquilo de chegar (apesar das ladeiras)
Nos hospedamos no Wild Hover La Paz , um hostel "Party" Irlandes, localizado no centro de La Paz. Pra quem gosta de Hostel com festas, ele é o mais badalado da cidade, mas pra quem quer descansar, é melhor procurar outro Hostel (rsrs). Mas posso dizer que amei a "vibe" do lugar, gente de todo o mundo, e muita balada louca (hahaha).
Nossa chegada foi à noite em La Paz, então apenas nos alojamos, e descansamos, porque depois da viagem "punk" que tivemos, só queríamos uma cama quentinha para descansar e começar a desbravar a cidade no dia seguinte.
O que fazer em La Paz?
1º dia!
Optamos por conhecer a cidade andando, além de mergulhar na cultura local, iríamos nos livrar do caótico trânsito da capital. E conhecer a cidade à pé é muito simples, o que que não é lá muito fácil é combater a altitude e suas ladeiras. Um amigo perguntou se eu senti muito a altitude, e eu respondi que só quando tinha uma ladeira no caminho (rsrs). E seguramente é o mais tem, a cidade é cheia de morros e quando você pensa que está num ponto alto, você se depara com uma ladeira e percebe que está só começando. rsrs
PLAZA MURILLO
Pegamos nosso mapinha, amigo importantíssimo, e seguimos para os pontos mais próximos ao Hotel. O primeiro deles foi "Plaza Murillo", que é o principal espaço público da cidade, seu nome é em homenagem a Pedro Domingo Murilo, patriota boliviano e precursor da independência do país. No meio da praça há um monumento que imortaliza a memória dos combatentes mortos na revolução. Lá é como se fosse um dos centros da cidade e é a praça principal de La Paz, onde se encontra o Parlamento da Bolívia e a Catedral da cidade. É também o marco zero, de onde se medem todas as distâncias.
Vista da Plaza Murillo com o Parlamento da Bolívia ao fundo.
Plaza Murillo, marco zero da cidade de La Paz.
PLAZA SAN FRANCISCO
Depois de conhecer um pouquinho do centro Seguimos para a Plaza San Francisco, onde está a Igreja e Convento de São Francisco. Construída no século XVIII, é o principal monumento da época colonial e hoje em dia o convento é um museu, o Centro Cultural Museo San Francisco, que exibe obras de arte da época colonial. Está em uma parte bem tumultuada da cidade, no centro comercial, cheio de vendedores ambulantes, lojinhas cheias de tranqueiras, trânsito estilo "vença o mais cara de pau" rsrs.
Vista da Igreja e Convento São Francisco
Museu São Francisco
MERCADO DE LA BRUJAS ou MERCADO DE LA HECHICERIA
Próximo a essa região, em uma das travessas da "Calle Sagarnaga" está um dos atrativos, digamos, mais curiosos da cidade, o "Mercado de las Brujas" ou "Mercado de la Hechiceria". É um lugar exótico, uma rua cheia de artesanato (inclusive o melhor lugar para se comprar lembranças bolivianas em La Paz), mas dentre esses artesanatos há produtos nativos, plantas que eles dizem ser medicinais, amuletos, oferendas, ervas, e elementos que formam parte dos rituais "Aymará". Aqui no Brasil chamaríamos de macumba mesmo (com todo respeito, rsrs) mas o lugar era um tanto quanto assustador à primeira vista. Os viajantes são surpreendidos ao encontrar itens como fetos de llama mumificados. O Aymara acredita que se você enterrar algum deles em sua casa, é uma maneira poderosa para trazer bençãos para sua família.
Mercado de las Brujas
Cabeças de llama pra fazer oferendas, pozinho mágico pra fazer "mandinguinha", muita coisa estranha nessa rua. rsrs
Calle de las Brujas
TELEFÉRICO LINA VERMELHA - (MI TELEFÉRICO)
Seguimos dali para uma das mais recentes atrações da cidade, que na verdade serve para a população, mas que todo turista de carteirinha precisa conhecer, uma boa oportunidade de conhecer os extremos da cidade do alto. São 4 linhas de teleféricos que o governo criou para facilitar a vida da população que vive nos morros, e uma belo atrativo para nós turistas. Escolhemos a linha vermelha, pois era mais central e teria a melhor vista. O boleto para subir custa 3,00 bolivianos e mais 3,00 bolivianos para descer. O que tem lá em cima? Nada, hahaha! Mas foi bem legal a sensação de ver as amigas com medo, e ainda admirar a cidade do alto.
Sorriso de alegria e mão gelada de medo. hahaha
Cidade com casas sem "acabamento" o que seria feio e pobre traz a peculiaridade.
A cidade iluminada!
VALLE DE LA LUNA
E para finalizar o dia, em um ponto um pouco mais distante da cidade, à 10km ao sul do centro de La Paz o "Valle de la Luna". Lugar incrível, com formações rochosas que lembram a superfície da lua. Aliás, o próprio Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, teria dado nome ao lugar devido à sua semelhança com a mesma. Para chegar lá, pegamos uma van em frente a estação do teleférico linha vermelha, que nos levou ao outro lado da cidade. Pedimos informações e seguimos.
A entrada custa 15,00 bolivianos (+- 8 reais). E lá você tem a opção de seguir por duas trilhas, uma de 45min e outra de 15min, ambas bem sinalizadas, com placas que indicam cada lugar e como se chamam. Optamos pela trilha de 45min para explorar bem cada lugarzinho.
Encontrando lugares fantásticos.
Valle de La Luna
Amigas, parceiras!
2º dia
SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE TIWANAKU
Bom, teríamos várias opções para esse dia, que seria o nosso último para aproveitar a cidade, pois no dia seguinte, o horário do ônibus que seguiria para Santa Cruz de la Sierra para pegarmos o voo até o Brasil seria às 12h da manhã, então não daria tempo de fazer nada. Ir de avião seria uma opção, mas o valor era 5 vezes maior, então encaramos um ônibus de 19h até Santa Cruz de la Sierra (molezinha)
Sem contratar empresa alguma, seguimos no "perguntômetro" de como chegar ao Síteo Arqueológico de Tiwanaku, uma civilização pré-colombiana, um período anterior à chegada dos espanhóis e portugueses à América do sul. Estiveram ali muitos anos antes dos Incas. Há muito mistérios e teorias sobre o lugar, o que faz de Tiwanaku uma das civilizações mais importantes e intrigantes do mundo. Há indícios que sua origem foi por volta de 1.500 a.C. Alguns consideram essa civilização tão misteriosa quanto as pirâmides do Egito.
Está à 3.800 metros acima do nível do mar, próximo ao lago Titicaca, no altiplano boliviano. É considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO, sendo administrada pelo governo boliviano. O lugar, que ainda passa por processo de escavação, encontra-se em bom estado de conservação, mesmo tendo sido saqueado e sofrido nas mãos dos espanhóis na época da colonização.
Para chegar lá seguimos ao teleférico linha vermelha, de lá na primeira parada cruzamos por dentro do cemitério e em frente a ele saem as vans que levam por 15 bolivianos até o sítio. Cerca de 2h até lá. A entrada custa 80 bolivianos (+- 40 reais) e ao chegar lá, junto com o pessoal que estava na van, contratamos um guia. O que super aconselho, pois ir no local e não conhecer a história, fica super sem graça.
Portal do Templo de Kalasasaya - É o templo mais antigo de Tiwanaku
Porta do Sol. É o monumento mais famoso de Tiwanaku e está no centro da cidade histórica.
Templo subterrâneo
Estátuas representando as cabeças dos sacerdotes
Para os aventureiros de plantão, há muitos outros atrativos em La Paz.
ESTRADA DA MORTE - DEATH ROAD- CARRETERA DE LA MUERTE
É uma das estradas mais perigosas do mundo e liga a região do altiplano à região dos yungas. Hoje há uma opção asfaltada, o que eu diminui bastante o tráfego de carros ali, tornando-a atrativa mais para os "bikers" de plantão.
É um passeio seguro se feito com agências especializadas e os preços variam de acordo com a qualidade da empresa e seus equipamentos. O tour começa às 7h da manhã até as 19h da noite, e as empresas servem as refeições. As vans levam até o ponto máximo e a decida é feita de bicicleta.
Carretera de la muerte
MONTE CHACALTAYA
É um pico da Cordilheira dos Andes de 5.421m de altitude e está a cerca de 30Km de La Paz. Neste pico está a estação de esqui de maior altitude no mundo.
Monte Chacaltaya
La Paz, e a Bolívia como um todo, é uma cidade bem pobre. E isso é facilmente percebido logo no primeiro instante. É suja, confusa, tem um trânsito daqueeeeles, com direito a carros velhos, motoristas barbeiros e irritados que buzinam por todo e qualquer motivo, e até mesmo sem motivo algum aparente! Há até quem diga que La Paz é uma cidade feia. Pode até não ser das mais bonitas, fisicamente falando, mas feita também não é. A beleza de La Paz está muito mais ligada à sua cultura! E nisso ela é imbatível! Mas pra perceber isso, é preciso se despir de preconceitos e ir lá, ver, presenciar, sentir, experimentar!
Desertos da América do Sul: Uyuni e Atacama
Já falei aqui no blog que tenho uma quedinha pela América do Sul, né!?! Já conheço alguns destinos fantásticos, mas ela é tão encantadora, tão gigante, tão convidativa que a minha "top list" de lugares para conhecer ainda não acabou. Além de, claro, o valor de um mochilão pela América do Sul, com essa alta do dólar, nos dar uma motivação ainda maior.
Já cheguei pertinho da Bolívia, na minha viagem pelo Peru, mas não deu para incluí-la devido a quantidade de dias da viagem. Mas, ainda quando estava no Peru, mais exatamente em Cusco, conheci diversas pessoas que vieram de lá, da Bolívia; e eles falavam tão apaixonadamente da experiência, que pensei: "É claro que eu também quero!". Então, já posso marcar mais um destino na minha lista de desejos realizados. Bolívia, Chile e Peru (sim, novamente).
Salar de Uyuni
Salar de Uyuni, Bolívia
Parece neve, mas não é!!! Um dos destinos mais fantásticos da America do sul, o queridinho dos mochileiros de plantão, O Salar de Uyuni, na Bolívia, será meu próximo e esperado destino.
O Salar de Uyuni é a maior planície de sal do mundo, com mais de 10 mil quilômetros quadrados. O Salar está a uma altura de 3.656 metros acima do nível do mar, foi formado como resultado de transformações entre diversos lagos pré-históricos. Ele é coberto por alguns metros de uma crosta de sal, que tem um nivelamento extraordinário com as variações de altitude média de menos de um metro ao longo de toda área do Salar.A crosta serve como uma fonte de sal de cobre e de uma piscina de salmoura.
Lagoas cheias de flamingos, pedras esculpidas pelo vento, cactus gigantes e antigos trens abandonados fazem parte do cenário desta remota parte do planeta. É uma viagem 100% de aventura.
Deserto do Atacama
Além do Salar de Uyini, faz parte do roteiro uma outro deserto vizinho e não menos encantador, recheado de belas paisagens e aventuras. O Deserto do Atacama está localizado no norte do Chile e é o deserto mais alto e seco do mundo. Sua extensa área está a 2.440m acima do nível do mar, sendo que alguns passeios podem te levar a pontos acima dos 4.000 metros.
Deserto do Atacama, Chile.
Mochilar pela América do Sul nunca cansa, cada destino novo me enche de cultura e de amor por essa terra que muitas vezes sofre tanto preconceito. Costumo chamar a America do Sul de "Mi amor". Povo acolhedor, gente que vive de sua cultura e a preserva, paisagens deslumbrantes, sangue latino, música alegre. E apesar da Bolívia ser uma das nações mais pobres da America do Sul, é um destino fascinante para quem está em busca de emoção e belas paisagens.
E para dar mais ansiedade, um pouco dos lugares por onde passarei.
Te quiero Bolívia! Hasta Julio!!!
Mulheres que viajam.
Postagem especial para a semana do dia das mulheres. O vídeo, editado por Jonathan Wallace, é uma compilação de imagens de 32 filmes comerciais e vídeo clips, que inspiram a vontade permanente de viajar. Repleto de imagens inspiradoras, transmitem como viajar pode ser magnifico e uma grande mudança de vida. A mulher que viaja sozinha ou acompanhada nunca mais será a mesma depois de trilhar tantos caminhos e se entregar a uma aventura.
Mulheres que viajam são "diferentes" das outras. Elas tem ambições que poucas têm, uma inquietude dentro de si e um espírito de liberdade que ninguém ousaria tirar.
O vídeo "Não namore uma mulher que viaja", mostra o porquê de não fazer isso. Além de imagens que te dão vontade de fugir agora mesmo; Não dela, mas com ela.
Clique para assistir o vídeo. Por: Jonathan Wallace
Texto: Não namore uma mulher que viaje.
“Nunca namore uma garota que viaja, ela é aquela garota com cabelo despenteado e queimado pelo sol. Sua pele agora está longe daquele tom pálido que já foi um dia. Não chega nem a ser bronzeada. É queimada mesmo, com diversas marcas de sol, cicatrizes e picadas por toda parte. Mas cada uma dessas marcas carrega histórias interessantes de suas experiências na estrada”.
Não namore uma garota que viaja, nunca. Ela é difícil de agradar. Na verdade mesmo ela é diferente. O tradicional jantar mais cineminha depois de uma caminhada no shopping não irá funcionar com ela e a entediará. Sua alma anseia por novas experiências e aventuras. Ela não se impressionara com seu novo carro ou seu relógio caro. Ela prefere escalar uma montanha ou saltar de paraquedas do que ouvir você se gabar.
Nunca namore uma mulher que viaja. Ela vai te incomodar para fazer uma nova reserva de voo toda vez que encontrar passagens aéreas baratas. Ela não vai te acompanhar em suas festas caras. E ela nunca vai pagar mais de R$ 100,00 para entrar em algum lugar, porque ela sabe que um fim de semana de baladas caras equivale a uma semana em algum lugar bem mais emocionante.
É muito provável que ela não consiga manter um emprego fixo. Ou então provavelmente estará diariamente sonhando com o dia de demitir-se. Ela não está disposta a trabalhar durante todos seus dias, para realizar o sonho de outras pessoas. Ela tem seus próprios e trabalha constantemente para realizá-los. Ela é uma freelancer, nômade digital. Ela ganha dinheiro com sua escrita, suas fotografias, ou algo que exija criatividade e imaginação. E não ouse em ocupar o tempo dela para reclamar do seu emprego tedioso.
Não namore uma garota que viaja. Ela pode ter perdido seu diploma universitário e estará seguindo uma carreira completamente diferente. Agora ela é instrutora de mergulho ou professora de yoga. Ela nem sabe exatamente quando entrará o próximo pagamento. Mas mesmo assim ela não trabalha como um robô durante todo o dia. Ela sai, aprende alguma coisa nova diariamente e recebe o que a vida tem de melhor para oferecer. Ela te desafia a fazer o mesmo.
Nunca namore uma mulher que viaja, pois ela optou por essa vida de incertezas. Ela não tem planos e nem endereço fixo. Ela caminha com o fluxo e segue seu coração. Ela dança ao ritmo de seu próprio tambor. Ela não usa relógios. Seus dias são regidos pelo sol e a lua. Quando as ondas chamam, sua vida para e ela se entrega de corpo e alma aquele momento. Mas ela aprendeu que a coisa mais importante da vida não é o surf.
Não namore uma menina que viaja. Ela costuma falar o que pensa. Ela nunca se esforçará para impressionar seus pais, amigos ou quem quer que seja. Ela sabe respeitar, mas não terá medo de entrar em um debate sobre questões globais e responsabilidade social.
Ela nunca precisará totalmente de você. Ela sabe como armar uma barraca e colocar as quilhas em sua própria prancha. Sozinha, sem sua ajuda. Ela sabe cozinhar e não precisa de você para pagar por suas refeiçoes. Ela aprendeu na estrada como se virar sozinha. Ela é muito independente e irá viajar com ou sem você. Provavelmente ela se esquecerá de fazer o check-in com você quando chegarem ao destino. Ela estará muito ocupada vivendo o presente. Ela fala com desconhecidos. Ela irá conhecer diversas pessoas novas e interessantes de todos os cantos do mundo e que compartilham seus mesmos sonhos e paixões. Ela vai ficar entediada com você.
Sendo assim, nunca namore uma garota que viaja a menos que você consiga acompanhá-la em suas aventuras. E se você, acidentalmente, se apaixonar por uma (o que não é difícil), não ouse prendê-la. Deixe-a ir…“
O artigo original foi escrito por Adi Zarsadias.
Assinar:
Postagens (Atom)






















